O que é a Diabetes e quais os seus tipos?Segundo Mauro Antonio Czepielewski a Diabete Mellitus é uma síndrome decorrente da falta de insulina ou da incapacidade da insulina exercer adequadamente suas ações. Caracteriza-se por excesso de açúcar no sangue (hiperglicemia crônica), com alterações no metabolismo de açúcares (carboidratos), gorduras (lipídeo) e proteínas. Representa um grupo de distúrbios metabólicos nos quais existe uma menor utilização de glicose, induzindo hiperglicemia.
A insulina é o principal responsável pelo aproveitamento e metabolização da glicose pelas células do nosso organismo, com finalidade de gerar energia. É produzida pelo pâncreas e sua falta ou ação deficiente acarreta modificações importantes no metabolismo das proteínas, das gorduras, sais minerais, água corporal e principalmente da glicose.
A Diabete é classificado em dois tipos mais freqüentes e outros tipos menos comuns.
- TIPO I:
A incidência do Diabetes Mellitus tipo I, insulino-dependente, que ocorre comumente na faixa etária de 0 a 15 anos, é de 7,8% da população. Surge mais freqüentemente em crianças e adultos jovens. Ocorre a destruição das células Beta, geralmente ocasionando deficiência absoluta de insulina, necessitando fazer uso de insulina diariamente
- TIPO II:
É a forma clássica com graus variados de resistência à ação da insulina e uma deficiência relativa de insulina, geralmente está associado a obesidade. A prevalência maior era entre os mais velhos, mas com o aumento de crianças obesas tem-se observado uma incidência maior em faixas etárias mais baixas.
A incidência é maior após os 40 anos e fatores genéticos são freqüentes influências. Estima-se que 60% a 90% dos portadores da doença sejam obesos. O diabetes tipo II é cerca de 8 a 10 vezes mais comum que o tipo I e pode responder ao tratamento com dieta e exercício físico. Outras vezes vai necessitar de medicamentos orais e por fim, a combinação destes com a insulina.
- Existem outros tipos específicos de diabetes sem a história genética (familiar) na sua origem.
A diabete que aparece na gravidez é classificado em separado como diabetes gestacional ou da gravidez, que surge em mulheres grávidas que não eram diabéticas, ocorre alteração da tolerância a glicose em graus diversos diagnosticado durante a gestação. Geralmente, desaparece quando esta termina. Podem futuramente desenvolver o Diabetes tipo 2.
Hoje são conhecidos mais de 20 tipos de enfermidades, que cursam com hiperglicemia e portanto, são catalogadas como Diabetes Mellitus.
De acordo com o Dr. José Egídio Paulo de Oliveira, as pessoas com níveis altos ou mal controlados de glicose no sangue podem apresentar:
• Muita sede;
• Vontade de urinar diversas vezes;
• Perda de peso (mesmo sentindo mais fome e comendo mais do que o habitual);
• Fome exagerada;
• Visão embaçada;
• Infecções repetidas na pele ou mucosas;
• Machucados que demoram a cicatrizar;
• Fadiga (cansaço inexplicável);
• Dores nas pernas por causa da má circulação.
Em alguns casos não há sintomas. Isto ocorre com maior freqüência no diabetes tipo II. Neste caso, a pessoa pode passar muitos meses, às vezes anos, para descobrir a doença. Os sintomas muitas vezes são vagos, como formigamento nas mãos e pés. Portanto, é importante pesquisar diabetes em todas as pessoas com mais de 40 anos de idade.
DIABETES E ATIVIDADES FÍSICASÉ comum pensar que pessoas com diabetes não devem praticar exercícios físicos por causa do risco de provocar hipoglicemia. Porém, devidamente planejado, praticado com orientação profissional, com uma dieta sã e equilibrada e com a assistência médica o exercício físico pode ser bastante benéfico para quem tem diabetes.
A prática regular de exercício físico, em especial os aeróbicos, trás os seguintes benefício ao diabético:
* Estimula a produção de insulina.
* Aumenta a sensibilidade celular à insulina.
* Eleva a capacidade de captação de glicose pelos músculos.
* Diminui a gordura corporal, a qual está relacionada à diabetes tipo II
Como os outros elementos do tratamento,a atividade física deve ser prescrita de maneira individual para evitar riscos e otimizar os benefícios. O tipo, freqüência, intensidade e duração do exercício recomendado dependerá da idade, do grau de treinamento anterior e do controle metabólico,duração do diabetes,e presença de complicações específicas da doença.
Por isso, antes de iniciar a prática sistemática da atividade física,o paciente portador de diabetes deve submeter-se a exame clínico geral (fundo de olho, presença de neuropatia, osteoartrite,etc) e cardiovascular,incluindo na medida do possível uma prova de esforço (ergometria).