terça-feira, 24 de agosto de 2010



O que é a Diabetes e quais os seus tipos?

Segundo Mauro Antonio Czepielewski a Diabete Mellitus é uma síndrome decorrente da falta de insulina ou da incapacidade da insulina exercer adequadamente suas ações. Caracteriza-se por excesso de açúcar no sangue (hiperglicemia crônica), com alterações no metabolismo de açúcares (carboidratos), gorduras (lipídeo) e proteínas. Representa um grupo de distúrbios metabólicos nos quais existe uma menor utilização de glicose, induzindo hiperglicemia.
A insulina é o principal responsável pelo aproveitamento e metabolização da glicose pelas células do nosso organismo, com finalidade de gerar energia. É produzida pelo pâncreas e sua falta ou ação deficiente acarreta modificações importantes no metabolismo das proteínas, das gorduras, sais minerais, água corporal e principalmente da glicose.
A Diabete é classificado em dois tipos mais freqüentes e outros tipos menos comuns.

- TIPO I:
A incidência do Diabetes Mellitus tipo I, insulino-dependente, que ocorre comumente na faixa etária de 0 a 15 anos, é de 7,8% da população. Surge mais freqüentemente em crianças e adultos jovens. Ocorre a destruição das células Beta, geralmente ocasionando deficiência absoluta de insulina, necessitando fazer uso de insulina diariamente

- TIPO II:
É a forma clássica com graus variados de resistência à ação da insulina e uma deficiência relativa de insulina, geralmente está associado a obesidade. A prevalência maior era entre os mais velhos, mas com o aumento de crianças obesas tem-se observado uma incidência maior em faixas etárias mais baixas.
A incidência é maior após os 40 anos e fatores genéticos são freqüentes influências. Estima-se que 60% a 90% dos portadores da doença sejam obesos. O diabetes tipo II é cerca de 8 a 10 vezes mais comum que o tipo I e pode responder ao tratamento com dieta e exercício físico. Outras vezes vai necessitar de medicamentos orais e por fim, a combinação destes com a insulina.

- Existem outros tipos específicos de diabetes sem a história genética (familiar) na sua origem.
A diabete que aparece na gravidez é classificado em separado como diabetes gestacional ou da gravidez, que surge em mulheres grávidas que não eram diabéticas, ocorre alteração da tolerância a glicose em graus diversos diagnosticado durante a gestação. Geralmente, desaparece quando esta termina. Podem futuramente desenvolver o Diabetes tipo 2.
Hoje são conhecidos mais de 20 tipos de enfermidades, que cursam com hiperglicemia e portanto, são catalogadas como Diabetes Mellitus.
De acordo com o Dr. José Egídio Paulo de Oliveira, as pessoas com níveis altos ou mal controlados de glicose no sangue podem apresentar:

• Muita sede;
• Vontade de urinar diversas vezes;
• Perda de peso (mesmo sentindo mais fome e comendo mais do que o habitual);
• Fome exagerada;
• Visão embaçada;
• Infecções repetidas na pele ou mucosas;
• Machucados que demoram a cicatrizar;
• Fadiga (cansaço inexplicável);
• Dores nas pernas por causa da má circulação.

Em alguns casos não há sintomas. Isto ocorre com maior freqüência no diabetes tipo II. Neste caso, a pessoa pode passar muitos meses, às vezes anos, para descobrir a doença. Os sintomas muitas vezes são vagos, como formigamento nas mãos e pés. Portanto, é importante pesquisar diabetes em todas as pessoas com mais de 40 anos de idade.

DIABETES E ATIVIDADES FÍSICAS

É comum pensar que pessoas com diabetes não devem praticar exercícios físicos por causa do risco de provocar hipoglicemia. Porém, devidamente planejado, praticado com orientação profissional, com uma dieta sã e equilibrada e com a assistência médica o exercício físico pode ser bastante benéfico para quem tem diabetes.
A prática regular de exercício físico, em especial os aeróbicos, trás os seguintes benefício ao diabético:
* Estimula a produção de insulina.
* Aumenta a sensibilidade celular à insulina.
* Eleva a capacidade de captação de glicose pelos músculos.
* Diminui a gordura corporal, a qual está relacionada à diabetes tipo II
Como os outros elementos do tratamento,a atividade física deve ser prescrita de maneira individual para evitar riscos e otimizar os benefícios. O tipo, freqüência, intensidade e duração do exercício recomendado dependerá da idade, do grau de treinamento anterior e do controle metabólico,duração do diabetes,e presença de complicações específicas da doença.
Por isso, antes de iniciar a prática sistemática da atividade física,o paciente portador de diabetes deve submeter-se a exame clínico geral (fundo de olho, presença de neuropatia, osteoartrite,etc) e cardiovascular,incluindo na medida do possível uma prova de esforço (ergometria).

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